Executiva do mercado anunciante e hoje, copresidente do Conselho Superior da ABA, Eliane Quintella acompanha a velocidade com que o ecossistema de marketing se transforma e já vivenciou diversas ondas de inovação tecnológica e mudanças de comportamento. Ela constata uma verdade que permaneceu inalterada: a confiança é a moeda mais valiosa de uma marca. E afirma que em uma época de inteligência artificial generativa e algoritmos em tempo real, essa confiança só se sustenta por meio de uma postura proativa e responsável.
De acordo com ela, como as leis e regulamentações governamentais raramente acompanham a velocidade da inovação digital, é no vácuo entre a inovação e a lei que a autorregulamentação publicitária se prova o caminho mais eficaz e inteligente.
Para as marcas, seguir os princípios da autorregulamentação não é apenas conformidade; é uma estratégia de proteção de ativos. Esperar por uma regulamentação externa para decidir o que é ético é um risco reputacional altíssimo.
Marcas que adotam o marketing responsável como valor central protegem-se contra crises e, simultaneamente, protegem o consumidor, por meio de uma publicidade ética e leal.
Como representante dos anunciantes, Eliane afirma que o papel da ABA é garantir que a publicidade brasileira continue sendo referência mundial não só pela criatividade, mas pela sua higidez ética. E proteger o consumidor não é uma obrigação imposta; é o único caminho para que as marcas continuem tendo o direito de falar e, principalmente, de serem ouvidas.
Eliene Quintella, PROPMARK, 12/04/2026
O artigo completo publicado no site da PROPMARK pode ser lido clicando no link abaixo:
https://propmark.com.br/opiniao/autorregulamentacao-o-alicerce-da-inovacao/
