Cenp-Meios: mercado cresce 15,8% no primeiro semestre

O mercado publicitário brasileiro teve um primeiro semestre positivo em comparação com o ano de 2025. Relatório do Cenp-Meios divulgado na semana passada, aponta que de janeiro a junho, houve uma movimentação de R$ 13,8 bilhões em compra de mídia, um resultado 15,8% superior ao registrado no primeiro trimestre do ano passado.

Em junho, o Cenp-Meios já havia indicado um início de 2026 positivo para o mercado brasileiro ao reportar um aumento de 18% na movimentação em compra de mídia nos meses de janeiro, fevereiro e março.

Em termos percentuais, o crescimento do mercado publicitário brasileiro, a partir da amostra do Cenp-Meios, foi maior no primeiro semestre deste ano do que em 2025.

De forma geral, praticamente todos os meios que compõem o Painel se beneficiaram dos resultados do primeiro semestre, que contou com a Copa do Mundo como o evento de maior destaque, responsável por boa parte da movimentação dos negócios.

Em termos de participação no total do mercado, o meio que mais cresceu, foi o Out-Of-Home. No primeiro semestre de 2025, o OOH tinha share de 11,9%. Agora, no Painel do primeiro semestre de 2026, o share do OOH saltou para 13,4%.

A Televisão (TV Aberta e TV por Assinatura) viu seu share recuar de 42,3% no primeiro semestre de 2025 para 40,6% entre janeiro e junho deste ano. A Internet segue como o meio líder em captação de verbas publicitárias no Brasil. A participação do meio ficou bem próxima à registrada no primeiro semestre de 2025, quando o share era de 40,2%.

 

Bárbara Sacchitiello, Meio&Mensagem, 16/09/2026

 

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https://www.meioemensagem.com.br/midia/cenp-meios-mercado-cresce-158-no-primeiro-semestre

 

 

IA e mídia programática ampliam alcance do OOH

Antes visto, principalmente, como um meio de alcance, o OOH vive uma nova fase no mercado publicitário brasileiro ocupando um papel estratégico nos planos de comunicação das marcas, combinando presença no espaço urbano, segmentação, criatividade e capacidade de gerar impacto ao longo da jornada do consumidor.

Nesse cenário, a combinação entre inovação tecnológica, maior capacidade de comprovação de resultados e a busca das marcas por campanhas de alto impacto tem fortalecido a mídia exterior como um dos meios mais relevantes da publicidade brasileira.

Esse processo está relacionado com a economia da atenção, afinal, conquistar a atenção das pessoas, mesmo que seja por alguns segundos, se tornou cada vez mais difícil e o OOH ganha relevância justamente por conseguir este feito, estando presente nos momentos e lugares onde o consumidor vive sua rotina.

Outro fator que também impulsionou esse crescimento é a capacidade de mensuração do segmento, pois se antes se operava com estimativas de impacto, hoje, é possível trabalhar dados de fluxo, frequência e perfil com muito maior precisão.

Com isso, os anunciantes já entenderam que o OOH vai além do alcance massivo e entrega segmentação, confiabilidade, interação, experiência e resultado de negócio.

 

Bruna Magatti, PROPMARK, 10/08/2026

 

 

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Mídia depois da atenção: o novo papel estratégico de quem compra, interpreta e move mercados

Durante anos, a mídia foi tratada como o território da distribuição. O lugar onde a ideia ganhava escala, onde a campanha encontrava audiência e onde a marca disputava presença dentro de um inventário cada vez mais fragmentado.

Hoje, mídia não é mais apenas o caminho entre a mensagem e o consumidor. Mídia virou o próprio ambiente onde cultura, dados, tecnologia, influência, comércio e reputação se encontram.

O grande desafio do mercado brasileiro não é apenas comprar melhor, otimizar melhor ou reportar melhor. É pensar melhor. Estamos saindo de uma lógica de campanha para uma lógica de ecossistema. Antes, o planejamento respondia a perguntas como: onde impactar, quanto investir e qual formato usar. Agora, precisa responder também: qual comportamento queremos transformar? Qual contexto cultural estamos ocupando? Que dados realmente indicam intenção?

A mídia precisa parar de ser vista como etapa final e passar a ocupar o centro da estratégia de crescimento. Não basta entregar alcance. É preciso construir presença. Não basta gerar clique. É preciso gerar significado. Não basta converter. É preciso entender o que levou aquela conversão a existir.

O mercado brasileiro tem uma oportunidade rara: não copiar modelos globais de forma automática, mas criar uma visão própria. Uma mídia mais inteligente, mais integrada e mais humana. Uma mídia que entende tecnologia como meio, não como destino. A grande provocação para líderes, agências e marcas é simples: estamos usando inteligência artificial para pensar melhor ou apenas para produzir mais rápido?

O novo papel do profissional de mídia será deixar de ser apenas gestor de investimento e se tornar arquiteto de atenção, confiança e crescimento. No fim, mídia sempre foi sobre conectar marcas e pessoas. A diferença é que agora essa conexão precisa atravessar máquinas, comunidades, dados, cultura e escolhas cada vez mais invisíveis.

 

Bruno Renzi, PROPMARK, 20/07/2026

 

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Agências ampliam atenção ao OOH com operações próprias

Mais um grupo de publicidade decidiu apostar em uma operação independente de mídia out-of-home. A iniciativa do Grupo Dreamers, com a criação da Rooths, já foi adotada por outras agências e grupos de publicidade no mercado nacional, que enxergaram na mídia OOH um pilar altamente estratégico.

Formado por profissionais especializados em diversas frentes e apoiado por plataformas parceiras que realizam mensuração e otimização de campanhas OOH e Geofusion, a ideia é oferecer melhor suporte aos clientes na definição de estratégias que utilizem mobiliário urbano e telas.

A atenção para as estratégias dedicadas à mídia out-of-home acompanha um período de expansão dos negócios no segmento. No ano passado, a mídia out-of-home angariou 12,1% de todos os investimentos em compra de mídia realizados no Brasil e gerou um faturamento de R$ 3,512 bilhões de acordo com o relatório do Cenp-Meios.

 

Bárbara Sacchitiello, Meio&Mensagem, 10/06/2026

 

 

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Cena urbana requer cuidado do OOH com a mídia regenerativa

O conceito de mídia regenerativa parte da ideia de que o OOH pode ir além da publicidade e contribuir de forma concreta para melhorar os espaços urbanos. A diferença para a sustentabilidade tradicional é justamente essa: não basta apenas reduzir impactos negativos, mas gerar impacto positivo para a cidade.

No caso da mídia exterior, isso significa pensar em projetos que ajudem a qualificar o ambiente urbano, seja com iluminação, mobiliário, paisagismo, conservação do entorno ou apoio a ações culturais e sociais. A lógica é entender que o OOH já faz parte da paisagem e da vida urbana, então ele precisa assumir responsabilidades sobre como essa cidade é percebida e vivida pelas pessoas.

A responsabilidade do setor passa justamente por ocupar os espaços urbanos com mais critério, qualidade e respeito ao entorno. Isso envolve distanciamento adequado entre peças, conservação das estruturas, segurança técnica, manutenção constante e cuidado com patrimônio histórico e arquitetura local. Hoje existe uma compreensão muito maior de que o OOH também precisa colaborar com a cidade

 

Paulo Macedo, PROPMARK, 18/05/2026

 

 

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Autorregulamentação, o alicerce da inovação

Executiva do mercado anunciante e hoje, copresidente do Conselho Superior da ABA, Eliane Quintella acompanha a velocidade com que o ecossistema de marketing se transforma e já vivenciou diversas ondas de inovação tecnológica e mudanças de comportamento. Ela constata uma verdade que permaneceu inalterada: a confiança é a moeda mais valiosa de uma marca. E afirma que em uma época de inteligência artificial generativa e algoritmos em tempo real, essa confiança só se sustenta por meio de uma postura proativa e responsável.

De acordo com ela, como as leis e regulamentações governamentais raramente acompanham a velocidade da inovação digital, é no vácuo entre a inovação e a lei que a autorregulamentação publicitária se prova o caminho mais eficaz e inteligente.

Para as marcas, seguir os princípios da autorregulamentação não é apenas conformidade; é uma estratégia de proteção de ativos. Esperar por uma regulamentação externa para decidir o que é ético é um risco reputacional altíssimo.

Marcas que adotam o marketing responsável como valor central protegem-se contra crises e, simultaneamente, protegem o consumidor, por meio de uma publicidade ética e leal.

Como representante dos anunciantes, Eliane afirma que o papel da ABA é garantir que a publicidade brasileira continue sendo referência mundial não só pela criatividade, mas pela sua higidez ética. E proteger o consumidor não é uma obrigação imposta; é o único caminho para que as marcas continuem tendo o direito de falar e, principalmente, de serem ouvidas.

 

Eliene Quintella, PROPMARK, 12/04/2026

 

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Comissão aprova e estabelece regras para a Times Square de SP

A Comissão de Proteção à Paisagem Urbana (CPPU) da cidade de São Paulo aprovou nesta quarta-feira, 11, o termo de cooperação para o projeto do Boulevard São João, que consiste na instalação de painéis de LED na região central – e que, popularmente, vem sendo chamado de “Times Square” paulistana, pela inspiração nos famosos telões da cidade de Nova York, nos Estados Unidos.

Com base em uma cláusula da Lei Cidade Limpa, vigente na capital paulista desde 2007, que prevê a concessão de espaços para a veiculação de publicidade desde que exista alguma contrapartida ao município, o projeto prevê a participação de marcas patrocinadoras, que farão um investimento mínimo de R$ 6 milhões em obras de revitalização e manutenção da região.

Além dos painéis, de cerca de 15 metros, o Boulevard São João também terá uma projeção na empena do Edifício Independência, onde fica o Bar Brahma. Por ser tombado, o local não permite a instalação de um telão de LED.

O conteúdo veiculado nos telões terá de ser dividido da seguinte forma: 70% para mensagens culturais ou institucionais e serviços de utilidade pública, e 30% de mensagens dos patrocinadores.

Além das instalações e manutenção dos painéis e revitalização dos locais apontados no projeto, as patrocinadoras do Boulevard também terão, como contrapartida, o dever de incluir novos bancos e lixeiras no local que compreende o Boulevard.

O projeto ampliará a movimentação e ocupação da região central da cidade pelos cidadãos, beneficiando os comércios e estabelecimentos locais com o aumento da frequência, permitindo, assim, a exploração de patrocínio e as contrapartidas à cidade.

 

 

Bárbara Sacchitiello, Meio&Mensagem, 11/03/2026

 

 

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Guia ABA de Métricas OOH Ganha Destaque na WFA

O Guia ABA de Métricas OOH, lançado em 2025, foi destacado na newsletter anual da WFA (Federação Global de Anunciantes). Elaborado pelo Comitê de Mídia da ABA em parceria com Marco Frade, diretor-executivo da Invian, o guia apresenta uma análise dos fundamentos de audiência em mídia Out of Home, reunindo conceitos básicos, práticas internacionais e soluções tecnológicas de mensuração.

O guia tem o objetivo de trazer mais clareza e padronização às métricas para evitar distorções interpretativas.

Disponível em português e inglês, o Guia ABA de Métricas OOH contou com a contribuição de Frade para o desenvolvimento do material a partir de sua experiência na implementação de sistemas de mensuração de audiência e eficácia em campanhas OOH.

“Nós buscamos as raízes do que há de mais moderno em termos de métricas de Out of Home no mundo inteiro para fundamentar esse guia. O OOH é um mercado pujante e as métricas uniformes vão fazer com que ele dê mais um salto do que hoje representa no mundo inteiro. E o Brasil tem uma representatividade imensa nessa construção”, complementa Marco Frade.

 

Propmark, 27/01/2026

 

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Como agências trabalham para reter talentos?

Embora seja um setor pautado pela criatividade, o mercado publicitário é assombrado por alguns desafios relacionados ao estresse e a dificuldade de bem-estar e equilíbrio.

Isso se reflete em um dos problemas que afeta o mercado como um todo, que é o turnover, impactando diretamente os resultados das companhias. Por esse motivo, um dos principais desafios das agências, além de manter os talentos em seu quadro de colaboradores, é promover um ambiente seguro e de bem-estar.

Outro aspecto relevante para o relacionamento da agência com o colaborador é em relação à motivação. Manter o nível de engajamento com o trabalho ajuda com o desenvolvimento do ambiente e do trabalho, melhorando, inclusive o desempenho.

Outro fator importante é em relação ao crescimento profissional, pois um dos principais motivos para as saídas voluntárias incluem melhores oportunidades em outras empresas, falta de perspectiva de crescimento interno e salários abaixo da média do mercado. Por isso, algumas agências visam trabalhar para que a expectativa profissional dos colaboradores seja atendida, realizando programas de mentoring e ciclos de performance estruturados, com feedbacks e avaliação 360°.

 

Valeria Contado, Meio&Mensagem, 10/12/2025

 

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Advance TMS lança sistema de monitoramento para OOH no Brasil

A Advance TMS anuncia a sua chegada ao Brasil, prevista para o início de 2026, com uma plataforma de inteligência de dados, que proporciona a visibilidade quase em tempo real.

O serviço é baseado em um modelo de monitoramento contínuo e robotizado, que, segundo a empresa, proporciona mais profundidade, frequência e flexibilidade do que as pesquisas tradicionais. A promessa é gerar dados sobre a visibilidade de campanhas, atividades de concorrentes e tendências de investimento, permitindo mais agilidade na tomada de decisões.

O sistema utiliza software capaz de fornecer métricas precisas sobre impressões de pessoas e veículos. A plataforma digitaliza o cenário do mercado OOH, garantindo acesso a relatórios, rankings e evidências fotográficas geolocalizadas em tempo integral, além de mapas, testemunhas e insights competitivos.

O objetivo é capacitar anunciantes, agências e operadores de OOH a utilizar uma plataforma para planejamento de mídia, auditoria e análise de mercado, servindo como uma ferramenta para pitches e processos de licitação.

 

PROPMARK, 10/11/2025

 

 

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